Quando dei por mim estava deitado na minha mão no meio da bancada, meu braço estava tão dormente que eu não conseguia mexer ele, as horas que eu passei no outro plano pareciam minutos, ainda era oito horas da noite então eu desisti de estudar e decidi ir dormir.
Acordei ao raiar do sol, com o solzinho de seis da manha na cara, me arrumei e fui pro colégio. As horas pareciam dias e eu tentava me manter concentrado nas chatas aulas que se desdobravam ao longo do dia.
Até que enfim o dia tinha acabado e eu estava voltando para casa, o Cinquentinha também vinha comigo até que,quando estávamos a uns três quarteirões da dele,uma SUV (carros utilitários de grande porte) preta parar perto de nós, e começa a olhar pra mim do banco de trás do carro um Careca, branquelo, que vestia um terno cinza com listras pretas. Encarou-me por uns dez segundos e fechou o vidro do carro, nisso o vidro ganhou um pequeno foco, no meio dele circular central então: Um tiro ecoa pela rua deserta, o desespero tomou conta de nós e começou e começou a acelerar meus batimentos, então eu e o Cinquentinha começamos a correr desesperados na mesma direção que estávamos (pra frente), nisso o carro também acelera e começa a tentar nos seguir, o carro subiu à calçada e foi tentar me atropelar.
Não conseguiu, pois eu tinha entrado na rua a esquerda já o Cinquentinha tinha continuado a ir em frente correndo em ziguezague, acho que era pra dificultar a chance dele ser atropelado. Porém o carro tinha deixado ele de lado e começou a me seguir, estava cada vez perto!Eu tinha cada vez mais anseio com o meu atropelamento e agora estava pensando: Em que roubada que eu fui me meter será que se eu rezar pra Aazhael ajudaria em alguma coisa?Já me sentia embaixo dele, então,quando ele estava já se chocando comigo,ele da uma curvada brusca sai da calçada e começa a me seguir ao meu lado eles viam que eu não tinha mais fôlego pra manter aquele ritmo, e foram se chegando cada vez mais perto de mim ao meu lado então aceleraram e me fecharam na calçada.
Aquele silêncio que tomava conta da rua deixava a situação mais sinistra do que estava e só me restavam duas aparentes opções: Ou morria parado ali, ou tirava fôlegos inexistentes e relutava por minha sobrevivência, nem se passava pela minha cabeça, e principalmente pelos meus pulmões, voltar a correr, então fechei os olhos e comecei a rezar para que não doesse tanto. Só que de repente com os olhos fechados eu escuto um barulho estranho e quando abro o vidro estava sendo abaixada por completo e o mesmo cara do banco de trás estava me olhando de novo muito serio e apenas falou:
-Estamos de olho em você! Deu ré, fez a curva e saiu “voado”. Eu confesso que foi naquele momento que a ficha caiu, de que aquilo com que eu estava me dando não algo muito maior do que eu imaginava. Retomei meu caminho e voltei pra casa extremamente assustado. Era algo muito maior do que eu imaginava.




